Início A Realidade: paisagens e olhares A REALIDADE

A REALIDADE

(Capítulo II do livro A Paisagem Interna)

 

 

1. Que queres tu? Se disseres que o mais importante é o amor ou a segurança, então falas de estados de ânimo, de algo que não vês.

 

2. Se dizes que o mais importante é o dinheiro, o poder, o reconhecimento social, a causa justa, Deus ou a eternidade, então falas de algo que vês ou que imaginas.

 

3. Nos colocaremos de acordo, quando disseres: "quero a causa justa porque rejeito o sofrimento!"... "Quero isto porque me tranqüiliza; não quero aquilo porque me desconcerta ou me violenta".

 

4. Será então que toda aspiração, toda intenção, toda afirmação e toda negação, têm por centro o teu estado de ânimo? Poderias replicar que, inda que triste ou alegre, um número é sempre o mesmo e que o sol é o sol, mesmo que não exista o ser humano.

 

5. Dir-te-ei que um número é diferente de si mesmo, segundo tenhas que dar ou receber, e que o sol ocupa mais lugar nos seres humanos do que nos céus.

 

6. O fulgor de uma fibra acesa ou de uma estrela, dança para o teu olho. Assim, não há luz sem olho, e se outro fosse o olho, diferente efeito teria esse fulgor.

 

7. Portanto, que teu coração afirme: "amo esse fulgor que vejo!", mas que nunca diga: "nem o sol, nem a fibra, nem a estrela, têm a ver comigo".

 

8. De que realidade falas ao peixe e ao réptil, ao grande animal, ao inseto pequeno, à ave, à criança, ao ancião, ao que dorme e ao que frio ou febril, vigia em seu cálculo ou em seu espanto?

 

9. Digo que o eco do real murmura ou retumba segundo o ouvido que percebe; que se outro fosse o ouvido, outra melodia teria o que chamas "realidade".

 

10. Portanto, que o teu coração afirme: "Quero a realidade que construo!"

 

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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.