Início A Realidade: paisagens e olhares A PAISAGEM INTERNA

A PAISAGEM INTERNA

(Capítulo V do livro A Paisagem Interna)

 

1. Tu procuras o que acreditas que te fará feliz. Isso em que acreditas, porém, não coincide com o que outro busca. Poderia acontecer que tu e aquele almejásseis coisas opostas e que chegassem a acreditar que a felicidade de um se opõe à do outro, ou então, que almejassem a mesma coisa e sendo esta única ou escassa, chegassem a acreditar, da mesma forma, que a felicidade de um se opõe à do outro.

 

2. Ao que parece, poder-se-ia disputar tanto por um mesmo objeto quanto por objetos opostos entre si. Estranha lógica a das crenças, capaz de mobilizar um comportamento similar com respeito a um objeto e ao seu oposto!

 

3. Há de estar na essência do que acreditas, a chave para o que fazes. Tão poderoso é o fascínio do que acreditas, que afirmas a sua realidade ainda que ela só exista na tua cabeça.

 

4. Porém, voltando ao ponto inicial: tu procuras o que crês que te fará feliz. Aquilo que acreditas das coisas, não está nelas, mas em tua paisagem interna. Quando tu e eu olhamos essa flor, podemos coincidir em muitas coisas. Porém, quando dizes que ela te dará a felicidade suprema, dificultas-me toda a compreensão, porque já não falas da flor, mas do que acreditas que ela fará em ti. Falas de uma paisagem interna que talvez não coincida com a minha. Bastará que dês mais um passo para que tentes impor-me  tua paisagem. Mede as conseqüências que podem derivar desse fato.

 

5. É claro que a tua paisagem interna não é apenas o que acreditas das coisas, mas também o que lembras, o que sentes e o que imaginas sobre ti e os demais, sobre os fatos, os valores e o mundo em geral. Talvez devamos compreender isto: paisagem externa é o que percebemos das coisas; paisagem interna é o que filtramos delas com a peneira do nosso mundo interno. Estas paisagens são uma só e constituem a nossa indissolúvel visão da realidade.

Notas Internacionais


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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.