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Objetivos

Convergência das Culturas

Em termos gerais, a Convergência das Culturas propõe-se a facilitar e estimular o diálogo entre as culturas, lutar contra a discriminação e a violência e levar sua proposta a todas as localidades.

Em especial:

a) Promover a relação entre as diferentes culturas.

Mediante a organização de encontros e âmbitos de intercâmbio entre pessoas de diversas culturas, não apenas com a intenção de que se conheça as culturas, suas inquietações e aspirações, mas também para que esse intercâmbio permita um verdadeiro diálogo orientado para a busca de pontos comuns presentes no coração dos diversos povos e indivíduos.

b) Denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta.

Através de diversos tipos de campanha  que permitam o pleno exercício dos direitos humanos. Pela livre circulação de seres humanos no planeta e pela possibilidade de que cada um possa escolher o local e as condições em que quer viver. Para melhorar o presente e construir um futuro comum.

c) Divulgar suas idéias e atividades.

Fazendo contato com todas as culturas nos diversos países, com a intenção de divulgar e reunir pessoas e organizações em torno ao estudo e atividades da Convergência das Culturas.

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A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE

Consideremos estas idéias: “Onde há sofrimento e posso fazer algo para aliviá-lo, tomo a iniciativa. Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”.
Semelhantes idéias parecem práticas, mas nos deixam o sabor de falta de solidariedade. Como seguir em frente alegremente deixando para trás o sofrimento, desentendendo-nos do pesar alheio?


Vejamos um exemplo. No meio da calçada, um homem cai em violentas convulsões. Os transeuntes se concentram, dando instruções contraditórias e criando ao redor do doente um cerco asfixiante. Muitos se preocupam, mas não são efetivos. Talvez quem chame urgentemente ao médico, ou aquele outro que põe a raia aos curiosos para evitar o aglomeramento, sejam os mais ajuizados. Eu posso ser um dos que tomam a iniciativa, ou talvez um terceiro que consegue algo positivo e prático em tal situação. Mas se atuo por simples solidariedade criando confusão, ou obstaculizando aos que podem fazer algo prático, não ajudo, e sim prejudico.


O anterior é compreensível, mas que quer dizer: “…Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”? Não quer dizer que estou muito contente por isso que sucedeu. Quer dizer que minha direção não deve ser entorpecida pelo inevitável; quer dizer que não devo somar problemas aos problemas; quer dizer que devo positivizar o futuro, já que o oposto não é bom para outros nem para mim.


Há pessoas que, com uma mal entendida solidariedade, negativizam quem quer ajudar e prejudicam a elas mesmas. Essas são diminuições da solidariedade, porque a energia perdida nesse comportamento deveria haver-se aplicado em outra direção, em outras pessoas, em outras situações nas quais efetivamente tivesse obtido resultados práticos. Quando falamos de resultados práticos, não nos referimos somente ao brutalmente material, porque até um sorriso ou uma palavra de encorajamento podem ser úteis se existe uma possibilidade de que ajudem.