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Lineamentos Organizativos

Convergência das Culturas

1. Aspectos gerais

Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento do organismo Convergência das Culturas no que diz respeito a participantes, ação no meio e alcance geográfico e cultural.

A Convergência das Culturas é uma organização  de caráter mundial. Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente. É, portanto, essencial a homogeneidade dos conteúdos ideológicos em todas as suas manifestações.

Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.

As estruturas básicas da Convergência das Culturas são as  "Equipes de Base" que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, locais de trabalho, por Internet, etc.

 

2. Coordenação de base e coordenação nacional

Essas equipes iniciais da Convergência das Culturas são coordenadas, em um primeiro momento, por aquela pessoa que as colocou em marcha e que as desenvolve, seguindo os objetivos propostos nos documentos e materiais oficiais da Convergência das Culturas. Essas "equipes iniciais ou promotoras" constituem-se em " equipes da Convergência das Culturas", quando alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 participantes) e permanência (reuniões periódicas). Anualmente,  será realizada uma eleição da qual participarão todos os membros plenos da equipe para confirmar ou substituir esse coordenador inicial.

Conforme vão se desenvolvendo essas "equipes de base da Convergência das Culturas”, apresentam-se necessidades de coordenação com outras equipes da CC que atuam no mesmo país. Quando se chega ao número de 10 equipes de base, os coordenadores dessas equipes  formam uma “equipe promotora", que convoca eleições para escolher a primeira equipe nacional. As funções dessa equipe nacional serão escolhidas por votação direto dos membros plenos do organismo no país, a cada dois anos.

A função dessa equipe nacional é coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, encontros, respostas a situações de conflito etc.), conduzir questões jurídicas e administrativas, coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações, convocar eleições para sua renovação a cada dois anos e outras funções que se considerem adequadas.

Essas funções estão exclusivamente a serviço do conjunto, respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.

Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe nacional para que membros plenos de distintas culturas possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.

 

3. Coordenação mundial

A coordenação mundial é responsabilidade de uma equipe mundial eleita por votação direto dos membros planos do organismo em todo o mundo, a cada dois anos.

A equipe mundial é responsável pela coordenação da CC em nível mundial. Ela poderá propor ações coordenadas de diferentes amplitudes e alcances.

Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe mundial para que membros de distintas culturas – que estejam ativos no organismo – possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.

Em caso de decisões importantes, que afetem o posicionamento e desenvolvimento do conjunto, será realizada uma consulta geral que garanta a participação de todos os membros do organismo. Se necessário, poderá apelar-se a uma votação mundial e direta sobre a questão.

 

4. Equipes da Convergência das Culturas (grupos de base)

Essas equipes se reúnem periodicamente em torno de materiais da Convergência das Culturas, a fim de se esclarecerem sobre os aspectos ideológicos e objetivos do organismo, promover relações entre as diferentes culturas, denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta e divulgar as idéias e atividades da CC. Além disso, dispõem de encontros e retiros de estudo e práticas do Movimento Humanista que podem ser realizados pelos interessados.

Há também equipes da CC que desenvolvem suas atividades de modo virtual, fazendo uso de novas tecnologias.

Desde sua formação, as equipes da CC promovem a implementação de três mecanismos ou funções básicas para seu crescimento:

- crescimento: orienta sua ação em direção a outras pessoas, outras redes e organizações, a fim de divulgar suas diretrizes, propostas e ferramentas;

- comunicação: mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes da CC e outras organizações afins com seus objetivos.

- formação: atende à progressiva formação de seus membros, disponibilizando ferramentas para seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Esses estudos e práticas encontram-se em seus materiais oficiais.

Essas equipes da Convergência das Culturas geram vínculos com outros grupos e organizações de seu meio, mas por nenhum motivo estabelece uma relação orgânica com nenhum deles.

5. Funções conjuntas

As equipes de base poderão, se considerarem necessário, definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, tais como:

- Função de porta-voz: responsável por representar a Convergência das Culturas em atividades institucionais, diante da imprensa e em qualquer atividade ou situação em que seja necessário expor os pontos de vista desse organismo.

- Funções de relação com outras organizações.

- Funções legais e  jurídicas.

- Funções de imprensa e difusão.

- Outras funções ad-hoc.

Essas funções são eleitas por votação e têm duração de 1 ano. Essas funções são exclusivamente de serviço ao conjunto, respondendo a um mandato com lineamentos precisos e que podem ser reeleitas.

 

6. Participação

A participação está aberta a todos, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Convergência das Culturas pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.

Membros plenos: participam  das reuniões, impulsionam  seu crescimento, capacitam-se com base nos materiais propostos e colaboram para a manutenção do organismo com sua contribuição anual. Eles são responsáveis pela eleição por voto direto do coordenador de sua equipe base e das funções das equipes nacionais e mundial. Impulsionam o desenvolvimento e a formação de novas equipes, sem limitação geográfica.

Aderentes: recebem informação, participam das atividades e colaboram com seu desenvolvimento.

Qualquer grupo, organização ou agrupação que, sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram a CC, poderá solicitar sua inclusão como "aderente" da CC e manter com esta relações de colaboração mútua.

7 . Materiais de referência

A Convergência das Culturas conta com materiais oficiais e materiais recomendados.

Materiais oficiais:

§ Caderno da Convergência das Culturas

§ Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista.,Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009

Materiais recomendados:

§ Documento Humanista, adotado pelo Partido Humanista no II Congresso da IH (Moscou, 1993)

§ Autoliberação, Luis A. Ammann, 1980 (edição atualizado em 2004)

§ Obras Completas, Silo, Vol. I e II, Plaza y Valdés, 2002

§ Apontamentos de Psicologia, Silo. Ulrica Ediciones, 2006

Há também várias contribuições que os membros da Convergência das Culturas vão fazendo, à medida que desenvolvem seus pontos de vista e sua aplicação em campos específicos, que vão ampliando a bibliografia recomendada

8. Economia

A Convergência das Culturas sustenta-se com a contribuição anual de seus membros plenos.

Essa cota será definida pela equipe de coordenação nacional, com base no salário médio de cada país e será recolhida uma vez por ano, na mesma data para todos os membros plenos do organismo.

A coleta distribui-se proporcionalmente entre as equipes de base, equipes de coordenação do país e a equipe de coordenação mundial, conforme proporção definida pela equipe promotora mundial.

Poderão ser organizadas coletas ocasionais, conforme as necessidades que surjam, nas quais participarão voluntariamente os aderentes do organismo. O montante dessa  coleta nunca poderá ultrapassar o valor da contribuição anual.

Coerentemente com uma organização de base humana, os fundos para seu sustento provêm de seus membros.

 

9. Aspectos institucionais

De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Convergência das Culturas em cada país e para facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com o meio, as equipes tendem a definir sua personalidade jurídica como "associação civil sem fins lucrativos" (ou forma similar, conforme as leis de cada país).

Os estatutos ou cartas organizativas dessas "associações sem fins lucrativos" refletirão, na prática, orgânica e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.

Em nível mundial, a Convergência das Culturas organiza-se como uma "Federação Mundial" que reúne todas as equipes da CC do  mundo.

 

10. Recomendações para a nova etapa

Recomenda-se que no início desta nova etapa, a coordenação mundial esteja a cargo de uma “equipe promotora mundial"[1] de aproximadamente 10 membros. Estes provirão da Comissão que elaborou este documento e poderão somar-se outras pessoas que esta Comissão considere conveniente. Ela deixará de funcionar ao constituírem-se as equipes de coordenação depois das eleições.

 

 

 

Convergência das Culturas
Federação Mundial de Equipes da Convergência das Culturas
- associação civil sem fins lucrativos -




[1] Ficam a cargo dessa Equipe a definição dos detalhes de implementação, como calendários com datas das campanhas econômicas e eleições, parâmetros para a definição do montante da contribuição anual, distribuição por níveis de coordenação desses fundos, funções específicas das equipes promotoras mundiais, determinação do logotipo oficial, etc.

Notas Internacionais


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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.