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Sentidos

Os sentidos têm por função receber e fornecer dados à consciência e à memória, sendo organizados de diferente maneira segundo necessidades e tendências do psiquismo.


O aparelho de sentidos encontra sua origem em um tato primitivo que progressivamente se foi especializando. Pode-se diferenciar entre sentidos externos, segundo detectem informação do meio externo, e sentidos internos, segundo captem informação do interior do corpo. De acordo com seu tipo de atividade podem ordenar-se como: sentidos químicos (gosto e olfato); sentidos mecânicos (o tato propriamente dito e os sentidos internos de sinestesia e kinestesia) e os sentidos físicos (ouvido e vista). Nos sentidos internos, o sinestésico proporciona a informação do intracorpo; há quimioceptores, termoceptores, baroceptores e outros; também a detecção da dor tem um papel importante. O trabalho dos centros é detectado sinestesicamente, como assim também os diferentes níveis do trabalho da consciência. Em vigília, a informação sinestésica tem um mínimo de registros por quanto é o momento dos sentidos externos e todo o psiquismo se está movimentando em relação com esse mundo externo. Quando a vigília diminui no seu potencial, a sinestesia aumenta a emissão de impulsos, dos que se tem um registro deformado, atuando como matéria-prima para as traduções que se farão em semi-sono e sono. O sentido kinestésico fornece dados do movimento e da postura corporal, do equilíbrio e desequilíbrio físico.
 

Notas Internacionais


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A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE

Consideremos estas idéias: “Onde há sofrimento e posso fazer algo para aliviá-lo, tomo a iniciativa. Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”.
Semelhantes idéias parecem práticas, mas nos deixam o sabor de falta de solidariedade. Como seguir em frente alegremente deixando para trás o sofrimento, desentendendo-nos do pesar alheio?


Vejamos um exemplo. No meio da calçada, um homem cai em violentas convulsões. Os transeuntes se concentram, dando instruções contraditórias e criando ao redor do doente um cerco asfixiante. Muitos se preocupam, mas não são efetivos. Talvez quem chame urgentemente ao médico, ou aquele outro que põe a raia aos curiosos para evitar o aglomeramento, sejam os mais ajuizados. Eu posso ser um dos que tomam a iniciativa, ou talvez um terceiro que consegue algo positivo e prático em tal situação. Mas se atuo por simples solidariedade criando confusão, ou obstaculizando aos que podem fazer algo prático, não ajudo, e sim prejudico.


O anterior é compreensível, mas que quer dizer: “…Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”? Não quer dizer que estou muito contente por isso que sucedeu. Quer dizer que minha direção não deve ser entorpecida pelo inevitável; quer dizer que não devo somar problemas aos problemas; quer dizer que devo positivizar o futuro, já que o oposto não é bom para outros nem para mim.


Há pessoas que, com uma mal entendida solidariedade, negativizam quem quer ajudar e prejudicam a elas mesmas. Essas são diminuições da solidariedade, porque a energia perdida nesse comportamento deveria haver-se aplicado em outra direção, em outras pessoas, em outras situações nas quais efetivamente tivesse obtido resultados práticos. Quando falamos de resultados práticos, não nos referimos somente ao brutalmente material, porque até um sorriso ou uma palavra de encorajamento podem ser úteis se existe uma possibilidade de que ajudem.