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Consciência

Pode definir-se à consciência como o sistema de coordenação e registro que o psiquismo humano efetua. De acordo a isto, não se considera consciente a nenhum fenômeno que não seja registrado, e a nenhuma operação do psiquismo na qual não participem tarefas de coordenação. Isto é possível porque as possibilidades de registro e coordenação têm um espectro muito amplo; as maiores dificuldades surgem quando se consideram os umbrais, os limites de registro e coordenação. Isto nos leva a uma curta consideração: se costuma vincular "consciência" com "atividade vigílica", ficando o resto fora da consciência, o que fez surgir concepções mal fundamentadas como a do "inconsciente". Isto foi assim por quanto não se estudaram suficientemente os diferentes níveis de trabalho da consciência e não se observou a estrutura de presença e co-presença com a qual trabalha o mecanismo da atenção. Há outras concepções nas quais à consciência é vista como passiva, sendo que a consciência trabalha estruturando de forma ativa, coordenando as necessidades e tendências do psiquismo com os aportes sensoriais e de memória, enquanto orienta as variações constantes da relação do corpo e o psiquismo, isto é, da estrutura psicofísica com o mundo.


Consideramos os mecanismos de reversibilidade como fundamentais  já que permitem à consciência orientar-se, por meio da atenção, para as fontes de informação sensorial (apercepção) e mnémica (evocação). Quando a atenção está dirigida sobre a evocação pode, além disso, descobrir ou ressaltar fenômenos que não se advertiram no momento de serem gravados. A este reconhecimento se o considera de apercepção na evocação. A atuação dos mecanismos de reversibilidade está diretamente relacionada com o nível de trabalho da consciência. À medida que se desce em níveis de consciência, diminui o trabalho destes mecanismos, e vice-versa.

Notas Internacionais


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A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE

Consideremos estas idéias: “Onde há sofrimento e posso fazer algo para aliviá-lo, tomo a iniciativa. Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”.
Semelhantes idéias parecem práticas, mas nos deixam o sabor de falta de solidariedade. Como seguir em frente alegremente deixando para trás o sofrimento, desentendendo-nos do pesar alheio?


Vejamos um exemplo. No meio da calçada, um homem cai em violentas convulsões. Os transeuntes se concentram, dando instruções contraditórias e criando ao redor do doente um cerco asfixiante. Muitos se preocupam, mas não são efetivos. Talvez quem chame urgentemente ao médico, ou aquele outro que põe a raia aos curiosos para evitar o aglomeramento, sejam os mais ajuizados. Eu posso ser um dos que tomam a iniciativa, ou talvez um terceiro que consegue algo positivo e prático em tal situação. Mas se atuo por simples solidariedade criando confusão, ou obstaculizando aos que podem fazer algo prático, não ajudo, e sim prejudico.


O anterior é compreensível, mas que quer dizer: “…Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”? Não quer dizer que estou muito contente por isso que sucedeu. Quer dizer que minha direção não deve ser entorpecida pelo inevitável; quer dizer que não devo somar problemas aos problemas; quer dizer que devo positivizar o futuro, já que o oposto não é bom para outros nem para mim.


Há pessoas que, com uma mal entendida solidariedade, negativizam quem quer ajudar e prejudicam a elas mesmas. Essas são diminuições da solidariedade, porque a energia perdida nesse comportamento deveria haver-se aplicado em outra direção, em outras pessoas, em outras situações nas quais efetivamente tivesse obtido resultados práticos. Quando falamos de resultados práticos, não nos referimos somente ao brutalmente material, porque até um sorriso ou uma palavra de encorajamento podem ser úteis se existe uma possibilidade de que ajudem.