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Consciência

Pode definir-se à consciência como o sistema de coordenação e registro que o psiquismo humano efetua. De acordo a isto, não se considera consciente a nenhum fenômeno que não seja registrado, e a nenhuma operação do psiquismo na qual não participem tarefas de coordenação. Isto é possível porque as possibilidades de registro e coordenação têm um espectro muito amplo; as maiores dificuldades surgem quando se consideram os umbrais, os limites de registro e coordenação. Isto nos leva a uma curta consideração: se costuma vincular "consciência" com "atividade vigílica", ficando o resto fora da consciência, o que fez surgir concepções mal fundamentadas como a do "inconsciente". Isto foi assim por quanto não se estudaram suficientemente os diferentes níveis de trabalho da consciência e não se observou a estrutura de presença e co-presença com a qual trabalha o mecanismo da atenção. Há outras concepções nas quais à consciência é vista como passiva, sendo que a consciência trabalha estruturando de forma ativa, coordenando as necessidades e tendências do psiquismo com os aportes sensoriais e de memória, enquanto orienta as variações constantes da relação do corpo e o psiquismo, isto é, da estrutura psicofísica com o mundo.


Consideramos os mecanismos de reversibilidade como fundamentais  já que permitem à consciência orientar-se, por meio da atenção, para as fontes de informação sensorial (apercepção) e mnémica (evocação). Quando a atenção está dirigida sobre a evocação pode, além disso, descobrir ou ressaltar fenômenos que não se advertiram no momento de serem gravados. A este reconhecimento se o considera de apercepção na evocação. A atuação dos mecanismos de reversibilidade está diretamente relacionada com o nível de trabalho da consciência. À medida que se desce em níveis de consciência, diminui o trabalho destes mecanismos, e vice-versa.

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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.