Início Esquema e Aparatos Estrutura da consciência

Estrutura da consciência

Sua estrutura mínima é a relação ato-objeto, ligada pelos mecanismos de intencionalidade da consciência. Esta ligação entre atos e objetos é permanente ainda quando existam atos lançados em procura de objetos que nesse instante não se precisam. É esta situação a que dá dinâmica à consciência. Os objetos de consciência (percepções, lembranças, representações, abstrações, etc.), aparecem como os correlatos intencionais dos atos de consciência. A intencionalidade sempre está lançada para o futuro, o que se registra como tensão de busca, e também para o passado na evocação. Assim, os tempos de consciência se entrecruzam no instante presente. A consciência futuriza e lembra, mas no momento da implesão ela trabalha em presente. No caso de busca de uma lembrança, quando o objeto evocado aparece, "se faz presente" e até que isto não aconteça, a consciência não completa seu ato. A ação completiva se registra como distensão. Quando os atos encontram seu objeto, fica energia livre que é utilizada pela consciência para novos trabalhos. Estas operações descritas são características do nível vigílico, já que em outros níveis (como no sono, por ex.), a estrutura do tempo é diferente. Assim, o tempo psicológico depende do nível de trabalho do psiquismo. O tempo de trabalho do coordenador em vigília é o presente, desde onde podem efetuar-se múltiplos jogos temporários de pró-tensões e retenções, mas sempre se entrecruzando no instante presente. A eficácia dos mecanismos de reversibilidade e o tempo presente são características vigílicas.

Notas Internacionais


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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.