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Estrutura da consciência

Sua estrutura mínima é a relação ato-objeto, ligada pelos mecanismos de intencionalidade da consciência. Esta ligação entre atos e objetos é permanente ainda quando existam atos lançados em procura de objetos que nesse instante não se precisam. É esta situação a que dá dinâmica à consciência. Os objetos de consciência (percepções, lembranças, representações, abstrações, etc.), aparecem como os correlatos intencionais dos atos de consciência. A intencionalidade sempre está lançada para o futuro, o que se registra como tensão de busca, e também para o passado na evocação. Assim, os tempos de consciência se entrecruzam no instante presente. A consciência futuriza e lembra, mas no momento da implesão ela trabalha em presente. No caso de busca de uma lembrança, quando o objeto evocado aparece, "se faz presente" e até que isto não aconteça, a consciência não completa seu ato. A ação completiva se registra como distensão. Quando os atos encontram seu objeto, fica energia livre que é utilizada pela consciência para novos trabalhos. Estas operações descritas são características do nível vigílico, já que em outros níveis (como no sono, por ex.), a estrutura do tempo é diferente. Assim, o tempo psicológico depende do nível de trabalho do psiquismo. O tempo de trabalho do coordenador em vigília é o presente, desde onde podem efetuar-se múltiplos jogos temporários de pró-tensões e retenções, mas sempre se entrecruzando no instante presente. A eficácia dos mecanismos de reversibilidade e o tempo presente são características vigílicas.

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A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE

Consideremos estas idéias: “Onde há sofrimento e posso fazer algo para aliviá-lo, tomo a iniciativa. Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”.
Semelhantes idéias parecem práticas, mas nos deixam o sabor de falta de solidariedade. Como seguir em frente alegremente deixando para trás o sofrimento, desentendendo-nos do pesar alheio?


Vejamos um exemplo. No meio da calçada, um homem cai em violentas convulsões. Os transeuntes se concentram, dando instruções contraditórias e criando ao redor do doente um cerco asfixiante. Muitos se preocupam, mas não são efetivos. Talvez quem chame urgentemente ao médico, ou aquele outro que põe a raia aos curiosos para evitar o aglomeramento, sejam os mais ajuizados. Eu posso ser um dos que tomam a iniciativa, ou talvez um terceiro que consegue algo positivo e prático em tal situação. Mas se atuo por simples solidariedade criando confusão, ou obstaculizando aos que podem fazer algo prático, não ajudo, e sim prejudico.


O anterior é compreensível, mas que quer dizer: “…Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”? Não quer dizer que estou muito contente por isso que sucedeu. Quer dizer que minha direção não deve ser entorpecida pelo inevitável; quer dizer que não devo somar problemas aos problemas; quer dizer que devo positivizar o futuro, já que o oposto não é bom para outros nem para mim.


Há pessoas que, com uma mal entendida solidariedade, negativizam quem quer ajudar e prejudicam a elas mesmas. Essas são diminuições da solidariedade, porque a energia perdida nesse comportamento deveria haver-se aplicado em outra direção, em outras pessoas, em outras situações nas quais efetivamente tivesse obtido resultados práticos. Quando falamos de resultados práticos, não nos referimos somente ao brutalmente material, porque até um sorriso ou uma palavra de encorajamento podem ser úteis se existe uma possibilidade de que ajudem.