Início Esquema e Aparatos Circuito integrado entre sentidos, memória e coordenador

Circuito integrado entre sentidos, memória e coordenador

As conectivas entre sentidos, memória e consciência, revelam aspectos de importância do funcionamento do psiquismo. Estes circuitos conectivos trabalham em uma complexa autorregulação. Assim, quando o coordenador faz apercepção da percepção a evocação fica inibida, e inversamente, a apercepção de memória inibe a percepção. Quando os sentidos externos estão atuando se freia a entrada de estímulos internos e vice-versa.

A maior interregulação aparece nas mudanças de nível de trabalho, aonde ao ir aumentando o sono (ou diminuindo a vigília), se bloqueiam os mecanismos de reversibilidade, soltando-se então com força os mecanismos associativos; por sua vez, os mecanismos críticos ao temo em que começam seu trabalho inibem os mecanismos associativos, ao aumentar a vigília.

Entre os sentidos também há interregulação automática: quando a visão amplia seu umbral meio o tato, o olfato e o ouvido diminuem, sucedendo isto entre todos os sentidos (p.ex.: costuma-se fechar os olhos para ouvir melhor).

Notas Internacionais


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A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE

Consideremos estas idéias: “Onde há sofrimento e posso fazer algo para aliviá-lo, tomo a iniciativa. Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”.
Semelhantes idéias parecem práticas, mas nos deixam o sabor de falta de solidariedade. Como seguir em frente alegremente deixando para trás o sofrimento, desentendendo-nos do pesar alheio?


Vejamos um exemplo. No meio da calçada, um homem cai em violentas convulsões. Os transeuntes se concentram, dando instruções contraditórias e criando ao redor do doente um cerco asfixiante. Muitos se preocupam, mas não são efetivos. Talvez quem chame urgentemente ao médico, ou aquele outro que põe a raia aos curiosos para evitar o aglomeramento, sejam os mais ajuizados. Eu posso ser um dos que tomam a iniciativa, ou talvez um terceiro que consegue algo positivo e prático em tal situação. Mas se atuo por simples solidariedade criando confusão, ou obstaculizando aos que podem fazer algo prático, não ajudo, e sim prejudico.


O anterior é compreensível, mas que quer dizer: “…Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”? Não quer dizer que estou muito contente por isso que sucedeu. Quer dizer que minha direção não deve ser entorpecida pelo inevitável; quer dizer que não devo somar problemas aos problemas; quer dizer que devo positivizar o futuro, já que o oposto não é bom para outros nem para mim.


Há pessoas que, com uma mal entendida solidariedade, negativizam quem quer ajudar e prejudicam a elas mesmas. Essas são diminuições da solidariedade, porque a energia perdida nesse comportamento deveria haver-se aplicado em outra direção, em outras pessoas, em outras situações nas quais efetivamente tivesse obtido resultados práticos. Quando falamos de resultados práticos, não nos referimos somente ao brutalmente material, porque até um sorriso ou uma palavra de encorajamento podem ser úteis se existe uma possibilidade de que ajudem.