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Os centros de resposta

Os aparatos que controlam a saída dos impulsos,  da resposta para o mundo são os que conhecemos como “centros”. O mecanismo de estímulo e resposta reflexa se vai complexificando até que a resposta se faz diferida e vão intervindo circuitos de coordenação capazes de canalizar as respostas, precisamente, por diferentes centros. Assim é que a resposta diferida fez numerosos percursos antes de efetuar-se para o mundo externo.


Os centros trabalham estruturados entre si e com registros próprios (ao mesmo tempo  do registro geral que tem o coordenador), pela informação que chega desde os sentidos internos no momento de acionar no meio e também pelas conexões entre os centros e o coordenador.


O centro vegetativo é a base do psiquismo no qual se ativam os instintos de conservação individual e da espécie e que excitados por sinais correspondentes de dor e prazer se mobilizam em defesa e expansão da estrutura total. De tais instintos não tenho registro, mas que por determinadas sinais. Tais instintos se manifestam fortemente no momento em que se compromete uma parte ou a totalidade da estrutura.


O centro sexual é o que coletor e distribuidor energético principal que opera por concentração e difusão alternadas, com aptidão para mobilizar a energia em forma localizada ou em forma dispersa. Seu trabalho é voluntário e também involuntário. E passa um pouco como com o centro vegetativo, do qual, por sua vez, é uma especialização, a especialização mais imediata.


O centro motriz atua como regulador dos reflexos externos e dos hábitos do movimento. Permite o deslocamento do corpo no espaço trabalhando com tensões e relaxamentos.


O centro emotivo é o regulador e sintetizador de respostas situacionais mediante seu trabalho de adesão ou rejeição. Do trabalho do centro emotivo se registra esta particular aptidão do psiquismo para experimentar as sensações de se aproximar ao prazeroso ou de afastar-se do doloroso sem que por isto o corpo necessariamente atue.


O centro intelectual responde a impulsos dos mecanismos de consciência conhecidos como abstração, classificação, associação, etc. Trabalha por seleção ou confusão de imagens, em uma gama que vai desde as idéias aos diferentes tipos de imaginação, dirigida ou divagatoria, podendo elaborar formas de resposta como imagens simbólicas, sígnicas e alegóricas.


Existem diferenças de velocidade no ditado de respostas ao meio. Tal velocidade é proporcional à complexidade do centro. Enquanto o intelecto elabora uma resposta lenta, a emoção e a motricidade o fazem com mais velocidade, sendo a velocidade interna do funcionamento vegetativo e do sexo, consideravelmente maior à velocidade dos outros centros.


Os centros podem trabalhar em disfunção, o que ocasiona também erros de resposta. As contradições no trabalho entre centros surgem quando as respostas não se organizam estruturadamente e os centros disparam atividade em direções opostas entre si.


O funcionamento dos centros é estrutural. Isto se registra pelas concomitâncias nos outros centros quando um deles está atuando como primário. Ao trabalho intelectual acompanha um tom emotivo, p.ex. certo agrado pelo estudo que se está efetuando e que ajuda a manter-se no trabalho. Enquanto, neste caso, a motricidade se reduz ao mínimo. Quando se trata da recomposição vegetativa por doença, o sujeito experimenta fadiga ou debilidade e toda a energia vai para a recuperação do corpo. Tal centro trabalha plenamente para dar respostas internas equilibradoras e a atividade dos outros centros se reduz ao mínimo.


Estes centros que vamos separando para sua melhor compreensão na verdade estão trabalhando em estrutura circulando entre eles energia psicofísica ou, mais simplesmente, energia nervosa. Em geral, quando a atividade aumenta em uns centros, diminui em outros.


Bibliografia
Silo, Obras Completas, Volume II, Apontamentos de Psicologia.

Esquema do Psiquismo: extraído do Livro Autoliberação de Luis A. Ammann.

Notas Internacionais


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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.