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O QUE É O MOVIMENTO HUMANISTA?

O MOVIMENTO HUMANISTA HOJE

Por acaso é um refúgio frente a esta crise geral do Sistema em que vivemos? Será, talvez, uma crítica sustentada a um mundo que se desumaniza dia após dia? Será que é uma nova linguagem e um novo paradigma, uma nova interpretação do mundo e uma nova paisagem? Representará uma corrente ideológica ou política, uma nova estética, uma nova escala de valores? Consistirá em uma nova espiritualidade, em uma ação destinada a resgatar o subjetivo e o diverso na ação concreta? Será que O Movimento é a expressão de uma luta a favor dos despossuídos, dos abandonados e os perseguidos? Será que é a manifestação dos que sentem a monstruosidade de que os seres humanos não tenham os mesmos direitos nem as mesmas oportunidades?

O Movimento é tudo isso e muito mais. É a expressão prática do ideal de Humanizar a Terra e é a aspiração de dirigir-se para uma Nação Humana Universal. É o germe de uma nova cultura nesta civilização que se faz planetária, e que terá que mudar seu rumo admitindo e valorizando as diversidades e dando a todo ser humano, pela dignidade que merece pelo simples fato de nascer, iguais direitos e idênticas oportunidades.

O Movimento Humanista é a manifestação externa das profundas mudanças que estão operando no interior do ser humano que são a mesma história: trágica, desconcertante, mas sempre em crescimento. É uma débil voz adiantada que anuncia os tempos que estão além do ser humano que conhecemos. É uma poesia e um arco de cores diversas. É um David frente a um insolente Golias. É a suavidade da água frente à dureza da rocha. É a força do débil: um paradoxo e um Destino.


Meus a
migos, ainda que não alcancemos imediatamente os resultados que esperamos, esta semente já existe e espera a chegada dos tempos vindouros.


Para todos e de coração a coração, o desejo fervoroso da mudança social que se avizinha e a esperança da silenciosa mudança que além de toda compulsão, de toda impaciência, de toda aspiração violenta, além de toda culpa e de todo sentimento de fracasso, já habita íntima profundidade de muitos humanistas. (1)

O Movimento Humanista é o conjunto de pessoas que participam das propostas do Novo Humanismo, também conhecido como Humanismo Universalista. Essas propostas, em sentido mais amplo, estão expressas no Documento do Movimento Humanista.

Essa corrente de pensamento, que se encontra exposta na obra de Silo e na de diversos autores que nela se inspiraram, implica também um sentimento e uma forma de viver, expressa-se em diversos campos do quefazer humano, dando origem a diversos organismos e frentes de ação. Todos eles se aplicam em seus campos específicos de atividade com um objetivo comum: humanizar a Terra. Desse modo, têm em comum a metodologia da Não-violência Ativa e a proposta de mudança pessoal em função da transformação social.

O MH surgiu em 4 de maio de 1969, com uma exposição pública de seu fundador, Silo, conhecida como “A Cura do Sofrimento”, em uma paragem da Cordilheira dos Andes chamada Punta de Vacas, perto da fronteira entre Argentina e Chile.

O MH não é uma instituição, mesmo que dê lugar a numerosos agrupamentos e organizações.

Os organismos do MH surgidos até hoje são: o Partido Humanista, A Comunidade para o Desenvolvimento Humano, Convergência das Culturas, Mundo sem Guerras e sem Violência e o Centro Mundial de Estudos Humanistas.

Embora esses organismos tenham formas organizativas específicas que lhes permitem levar adiante suas atividades, o MH em si não tem nenhum tipo de organização e constitui o âmbito de convergência e intercâmbio dos membros dos diversos organismos.

As atividades desenvolvidas pelas pessoas que participam do MH dependem da livre iniciativa de cada um.

Entre seus materiais, encontram-se:

 

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[1] Extraído da conferência de Silo realizada em 4 de janeiro de 1998, no Estádio Obras Sanitárias, Buenos Aires, Argentina.

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AS VIRTUDES

No momento atual, na vida social e pessoal, tende-se a enfatizar as dificuldades e o negativo de si mesmo e das pessoas que se relacionam com a gente.
Esta visão degradante de si mesmo gera uma atitude, uma forma de sentir e de viver muito particular, cujo resultado a curto ou médio prazo resultará negativo.
Não negamos que exista um grande número de dificuldades às que nos enfrentamos dia após dia. Mas é muito importante reconhecer que esta maneira de enfrentá-las é conseqüência de um sistema desumano que hoje se impõe e que tende a negativizar as pessoas.


Podemos repetir mecanicamente esta atitude, ou descobrir e fortalecer um modo de viver, pensar e sentir diferente, que se apóie no mais interessante de cada um. Que se apóie nas próprias virtudes.


Entendemos por virtude toda atitude que, levada à ação, nos põe em acordo com nós mesmos, independentemente de nossa habilidade para realizá-la, nos deixando um registro de profunda paz.


Se lembrarmos estas situações, veremos que possivelmente não só estarão ligadas a certas ações, mas a um modo de realizá-las no qual atuamos desde o melhor de cada um.


Se reconhecermos estas atitudes, se conseguimos tingir nosso diário acionar com este modo de fazer as coisas, reconheceremos não só nossas virtudes, mas também as dos demais, e certamente poderemos saltar por cima das dificuldades, modificar situações, e assim alcançar os objetivos de vida propostos.


Em todo caso, realizar uma lista das próprias virtudes (sejam estas atitudes, modos de comportamento, habilidades, atividades, etc.), e depois imaginar como se poderia potencializar ao máximo sua aplicação no mundo, resulta em um trabalho de muita importância para a própria vida e para a dos demais.


Este modo de fazer e sentir as coisas, este posicionamento frente à vida baseado nas próprias virtudes, deveria colocar-se em marcha desde agora. É a atitude que permite resolver dificuldades, avançar e construir em uma direção de vida coerente e positiva.