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O sofrimento pela imaginação

A imaginação é necessária à vida. Graças a essa faculdade podemos planejar, fazer projetos e por último chegar a modificar a realidade, aplicando na prática nossa ação movida por ela. A imaginação é uma força enorme, mas os resultados dependem de como a mesma é dirigida. De fato, se a imaginação se canaliza em ações negativas, ela termina provocando desajustes de todo tipo, gerando sofrimento.


Quando uma pessoa teme perder o que tem, ou teme não alcançar o que se propõe, sofre pela imaginação. Também sofre pela imaginação aquele cujo futuro lhe parece inseguro ou desastroso. É tal o sofrimento, que às vezes ele se transforma em dor física e doença. Sobre este último ponto, deve considerar-se que numerosas doenças não são mais do que imaginárias e que, com o tempo, se tornam reais. A imaginação negativa produz, além disso, tensão mental, diminuindo todas as aptidões.
Essa capacidade que a imaginação tem para levar-nos a atuar mal no mundo ou para influenciar sobre o corpo de modo negativo, pode modificar-se. As Experiências Guiadas se baseiam nesta grande faculdade do ser humano; com elas se trabalha separando a imaginação do sofrimento que até então a acompanhava.

Notas Internacionais


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A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE

Consideremos estas idéias: “Onde há sofrimento e posso fazer algo para aliviá-lo, tomo a iniciativa. Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”.
Semelhantes idéias parecem práticas, mas nos deixam o sabor de falta de solidariedade. Como seguir em frente alegremente deixando para trás o sofrimento, desentendendo-nos do pesar alheio?


Vejamos um exemplo. No meio da calçada, um homem cai em violentas convulsões. Os transeuntes se concentram, dando instruções contraditórias e criando ao redor do doente um cerco asfixiante. Muitos se preocupam, mas não são efetivos. Talvez quem chame urgentemente ao médico, ou aquele outro que põe a raia aos curiosos para evitar o aglomeramento, sejam os mais ajuizados. Eu posso ser um dos que tomam a iniciativa, ou talvez um terceiro que consegue algo positivo e prático em tal situação. Mas se atuo por simples solidariedade criando confusão, ou obstaculizando aos que podem fazer algo prático, não ajudo, e sim prejudico.


O anterior é compreensível, mas que quer dizer: “…Onde não posso fazer nada, sigo meu caminho alegremente”? Não quer dizer que estou muito contente por isso que sucedeu. Quer dizer que minha direção não deve ser entorpecida pelo inevitável; quer dizer que não devo somar problemas aos problemas; quer dizer que devo positivizar o futuro, já que o oposto não é bom para outros nem para mim.


Há pessoas que, com uma mal entendida solidariedade, negativizam quem quer ajudar e prejudicam a elas mesmas. Essas são diminuições da solidariedade, porque a energia perdida nesse comportamento deveria haver-se aplicado em outra direção, em outras pessoas, em outras situações nas quais efetivamente tivesse obtido resultados práticos. Quando falamos de resultados práticos, não nos referimos somente ao brutalmente material, porque até um sorriso ou uma palavra de encorajamento podem ser úteis se existe uma possibilidade de que ajudem.